O que é estado de Graça?

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Segundo a doutrina católica, todo ser humano nasce com a marca do pecado original. Pelo Batismo, esse pecado é apagado e o batizado recebe a graça santificante, que também é conhecida como “estado de graça”. Esse estado é necessário para que haja a perfeita comunhão com Cristo e sua Igreja.

O estado de graça é uma condição para participar plenamente dos sacramentos da Igreja, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC):

“Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência” (CIC, 1415).

Embora o pecado original seja cancelado pelo sacramento do Batismo, permanecem as inclinações da pessoa para o pecado. O cristão almeja viver em santidade, mas é consciente de sua limitação, e certifica-se disso quando se encontra em situações de pecado. Na doutrina católica, o pecado distingue-se em venial e mortal.

“O pecado venial não é impeditivo para a participação nos sacramentos, mas também é conveniente que se recorra ao sacramento da penitência para a restauração da graça santificante. O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afeto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento dispõe, gradativamente, ao cometimento do pecado mortal. No entanto, o pecado venial não quebra a aliança com Deus e é humanamente reparável com a graça de Deus ” (CIC, 1863).

Já “o pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que o ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus” (CIC, 1861).

Por essas palavras, percebemos que a porta de regresso está sempre aberta e depende da nossa liberdade, pois o Senhor é doador da graça santificante e sempre está pronto para nos acolher e perdoar.

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Precisamos entender que Deus não quer excluir ninguém de sua presença, mas Ele não pode pactuar com o pecado, e sua santidade nos impele à santidade, por isso o Senhor quer nos conceder o estado de graça, porém isso depende de nossa vontade. Deus não invade nossa liberdade, assim cabe a cada um buscar essa proximidade com o Senhor, deixar-se amar, ser perdoado e restaurado em sua bondade e misericórdia.

É isso aí!

Nesse tempo da Quaresma que nos leva a uma profunda reflexão, penitência… que possamos recorrer a misericórdia de Deus e voltar nosso coração a Ele!

Espero que tenham gostado!

Fiquem com Deus!

A paz!!

Fonte: Livro – O Detetive Católico

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