Se Jesus morreu na cruz para nos salvar, por que existe o inferno?

Salve Maria!

O título do assunto de hoje é:

Se Jesus morreu na cruz para nos salvar, por que existe o inferno?

Vamos partir da seguinte afirmação que alguém fez: “Jesus morreu para nossa salvação; já não há condenação; logo, não há necessidade de inferno”.

Só que a questão não é tão simples assim, pois a salvação é um dom gratuito de Deus destinado a todos, porém não é compulsória, ou seja, é necessário acolher essa salvação. E para isso, é preciso reconhecer a necessidade de ser salvo e almejar a comunhão com Deus; em outras palavras, desejar viver no céu.

Isso nos leva a entender que pode existir alguém que não veja necessidade de salvação e não deseja ter comunhão com Deus. E não ter comunhão com Deus é apostar na ausência dele. E Deus respeita sua escolha.

E o que é o Inferno? Inferno é exatamente isso: a ausência de Deus.

Desse modo, a questão de salvação envolve plenamente nossa liberdade, e essa liberdade “tem um caráter dramático”. Deus, que nos criou livres, leva nossas decisões a sério. Em relação a isso, Ele “não está para brincadeira”. Negar o inferno seria brincar com o ser humano. É desresponsabilizar o homem de suas decisões diante de seu destino” (BOFF, Clodovis. Escatologia, p. 93).

Sendo o inferno um estado de ausência de Deus, podemos afirmar que somente aqueles que agirem de forma livre e obstinada irão para esse lugar. Ninguém é predestinado ao inferno, mas somente aqueles que desejarem ir para ele. O inferno é, assim, uma situação, escolha de vida; é o mundo dos egoístas, é o mundo da solidão. Inferno é o lugar daqueles que só desejaram a si mesmos e rejeitaram Deus e o próximo.

“Deus não condena ninguém ao inferno: é a pessoa que se precipita nele. O inferno é auto exclusão. Deus no máximo declara a sentença de um destino que a pessoa mesmo determinou para si através de seus atos. Além disso, é preciso observar que entre o céu e o inferno existe uma assimetria: o céu é promessa de Deus; o inferno é apenas possibilidade humana.” (BOFF, Clodovis. Escatologia, p. 95).

Por hoje é só! Até a próxima!

 

 

Fonte: O Detetive Católico 

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