Qual é o principal sinal dos cristãos?

“Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela Santa Cruz remistes o mundo!”

A Cruz, sinal do mais terrível entre os suplícios, é para o cristão a árvore da vida, o trono, o altar da nova aliança. De Cristo, novo Adão adormecido na cruz, jorrou o admirável sacramento de toda a Igreja. A cruz é o sinal do senhorio de Cristo sobre os que no Batismo são configurados a Ele na morte e na glória (Romanos 6,5). 

Aspecto histórico da morte em cruz

Morrer crucificado não foi um ato exclusivo de Jesus. A prática da crucificação, que comportava também a tortura prévia, já era utilizada pelos persas. Mais tarde, os gregos, por intermédio de Alexandre e seus generais, levaram essa técnica para o mundo Mediterrâneo. Posteriormente, a partir do ano 200 a.C., os romanos adotaram e utilizaram muito o método da crucificação. Morrer crucificado era aterrorizante. Esse tipo de execução não era aplicado ao cidadão romano; era reservado aos piores delinquentes dos povos dominados. Era um tipo de morte lenta, com o objetivo de obter a confissão do crucificado. Os judeus consideravam objeto de maldição divina, quem fosse pendurado numa cruz (Deuteronômio 21,13).

O aspecto salvífico da cruz

A morte de Jesus ultrapassa os limites materiais da morte na cruz. O instrumento utilizado para tirará vida de Jesus foi o mesmo para crucificar ao seu lado dois ladrões, e também, executar muitos malfeitores antes e depois de Cristo. A Ressurreição de Cristo, testemunhada pelos discípulos de Jesus, deu à cruz um novo significado. Não a consideramos mais um instrumento de maldição; com a morte de Jesus, ela tornou-se um sinal de benção e de redenção. “Cristo remiu-nos da maldição da lei, fazendo-se por nós maldição, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro’” (Gálatas 3,13).

A maldição do madeiro passa a ser benção: a Cruz para nós tem um novo significado; não está simplesmente reduzida a um instrumento de tormento. A cruz tornou-se o altar onde o Cordeiro de Deus foi imolado. A morte de Cristo na cruz não foi uma “simples” morte, mas sim um sacrifício por causa de nossos pecados.

A morte de Jesus na cruz é a expressão do imensurável amor de Deus para com a humanidade. Em Cristo, todos nós fomos pregados na cruz, como nos ensina São Paulo: “Estou pregado à cruz de Cristo “ (Gálatas 2,19). Desse modo, por meio da morte de Cristo na cruz, nós fomos redimidos e agora nossa vida pertence a Deus: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2,20).

“Fora da cruz, não existe outra escada por onde subir ao céu” (CIC).

Por hoje é só! Fiquem com Deus!

 

 

Fonte: O Detetive Católico

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