Ave-Maria

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Esta oração teve sua formação ao longo do tempo. Desde o século IV se usava a saudação do anjo Gabriel: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo (Lc 1,28) como forma de invocação mariana. No século XII, com o papa Urbano IV, é que se reza a primeira parte da Ave-Maria, e no século XV acrescenta-se a segunda parte, tirada de uma antífona medieval. A fórmula como conhecemos hoje torna-se oficial com o papa Pio V. E só em 1568 essa oração aparece oficialmente no Breviário Romano da Igreja.

Dada a introdução, seguiremos aqui com nossa meditação sobre essa saudação feita pelo Anjo e por nós a cada Ave-Maria que rezamos.

Ave, Maria…

Em Lucas 1,26-28, nos deparamos com a saudação do anjo Gabriel a Maria: “Alegra-te, Maria!”. Em outras palavras, o anjo saúda uma mulher simples e humilde de um lugarejo quase esquecido. Saúda uma mulher anônima “sem importância” e sem destaque. Maria, chocada com a saudação, inicia um movimento ascendente de fé que desabrocha no nascimento do Filho. Temos no decorrer de nosso tempo descoberto a importância de Maria em nossa existência.

Ave, Maria é o começo de nosso encontro com a serva do Senhor. Saudar alguém é dar-lhe uma atenção especial.  Significa acolher, receber, abrir o coração, trazer para dentro, incluir. Como quando trazemos aquele amigo para perto de nós, para participar da conversar, ou quando queremos começar uma conversa com o mesmo, sabe? E assim também começamos nossa intimidade com Maria acolhendo-a em nosso humano lar. O anjo vem a seu encontro e a cumprimenta. Esse gesto profundamente humano e inspirado por Deus provoca espanto e adoração. É o próprio anjo que descobre a humilde serva do Senhor e a toca com o divino. Maria uni-se a Deus por meio de seu generoso e difícil “sim”. A festa então começa.

A oração da Ave-Maria leva os fiéis a viverem o que Maria viveu. Nós a saudamos com o mesmo amor do anjo cada vez que a invocamos e a trazemos para mais perto de nós. Saudamo-la como a alguém muito importante para nós. Começar a rezar esta oração é tomar consciência de que Maria está próxima. Isso se aplica a todas as circunstâncias de tempo e lugar. Onde Maria está, o Cristo também está. Não significa que, ao invoca-lá, ofusquemos a Cristo. Maria sempre aponta para Jesus. Ela é o caminho mais fácil e perfeito para se chegar a Nosso Senhor. Ela tem consciência disso é se colocou como Serva do Senhor. E nós, quando  rezamos à mãe, estamos trazendo Jesus para mais perto, para nosso centro.

“Se pensar em Deus parece difícil, pense em Maria. Deus aí está!”

Que a partir de hoje, passemos a rezar essa oração com espírito novo, acolhendo Maria em nossa vida.

Salve Maria!!

 

 

Fonte: Livro – Orações marianas meditadas.

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